O enfermeiro acredita na capacidade de superação dos indivíduos frente as desavenças da vida, mesmo porque, existem evidências científicas que mostram a contribuição da saúde para a qualidade de vida das populações.

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Out 09

 

 

                                                                                                                                                                                                     

                                                                                                                                                                                                        Enf. Jorge Franco

 

Mundialmente observa-se um número crescente de pessoas envelhecidas. Segundo forte literatura, este fenómeno é consequência da baixa fecundidade, redução da mortalidade, melhor controlo das doenças transmissíveis, contenção das doenças crónicas e da descoberta de vacinas e outros medicamentos mais eficazes. Contudo, esse fenómeno não vem sendo acompanhado com a qualidade de vida perspectivada por muitos, visto se verificar que as unidades de saúde se encontram lotadas de pessoas envelhecidas e que os idosos no seu dia-a-dia ainda suportam conceitos e imagens preconcebidas, simplistas, desajustadas e distantes da verdade.

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) (1) definiu qualidade de vida como " (…) a percepção do indivíduo de sua posição na vida no contexto da cultura e sistema de valores nos quais ele vive e em relação aos seus objectivos, expectativas, padrões e preocupações".

 

Como sabemos o envelhecimento é um processo natural e deve ser considerado uma experiência positiva, pois é rico em momentos únicos e diferentes. Necessita ser acompanhado de oportunidades contínuas de saúde, participação e segurança. Existem vários factores determinantes no processo que podem influenciar e ditar a forma de se envelhecer: o componente genético, o modo de vida, o ambiente, as experiências vividas, a intelectualidade e as relações familiares.

 

Vários programas de saúde dirigidos a essa fatia populacional evidenciam a importância da conjugação desses factores e fornecem subsídios para intervenções multidimensionais, que visam assegurar o bem-estar dessas pessoas independentemente da presença ou não da componente doença/comprometimento. Todavia, constata-se, no terreno da prática, que a maioria das acções parte e fundamenta-se na existência desta componente, o que acaba por limitar a resposta de muitos programas. Muitas são as tentativas para justificar esse comportamento: o número insuficiente de técnicos no terreno ou de outros recursos, existência de um grande número de pessoas acometidas por doenças e incapacidades, falhas no repasse ou na clarificação de conceitos/ideias, pouca sensibilização dos executores no terreno, entre outras, o que provoca distorções e dificuldades em se trabalhar com o fenómeno de forma ampliada.

 

Segundo a OMS (2) em 2025 haverá mais de um bilhão de pessoas com mais de 60 anos e para 2050 é esperado que estes valores dupliquem, gerando um aumento das demandas que suportam os sistemas sociais e de saúde em todo mundo.

 

Portugal caminha no mesmo sentido, tendo o Instituto Nacional de Estatística (3) sinalizado recentemente que “nos próximos 50 anos, o país poderá continuar com cerca de 10 milhões de residentes, mas manter-se-á a tendência de envelhecimento demográfico, projectando-se que em 2060 residam no território nacional cerca de 3 idosos por cada jovem”. Esta projecção é baseada em um estudo onde foram consideradas as componentes fecundidade, migração e mortalidade e um cenário central “que conjuga um conjunto de hipóteses consideradas como mais prováveis face aos recentes desenvolvimentos demográficos”. Os resultados mostram uma esperança média de vida à nascença muito próxima dos 90 anos em 2060. Se considerarmos o estudo referido, podemos concluir que as pessoas ao alcançarem as idades esperadas irão exigir goza-las com boa saúde, o que reforça a ideia de que os programas dirigidos a essa população devam ser seguidos a risca, livres de interferências e com segurança.

 

A Classificação Internacional para a Prática de Enfermagem (CIPE) (4) define esperança de vida como “status com as características específicas: Idade média de morte numa dada população de nados vivos”. O mesmo instrumento define envelhecimento como “processo de desenvolvimento físico, normal e progressivo, durante a transição da idade adulta para a velhice; de acordo com a idade aproximada e estádios de desenvolvimento, é acompanhado pelo declínio dos processos corporais devido à diminuição da capacidade para regenerar as células, levando à perda de massa e coordenação musculares e de competências psicomotoras (…) ”.

 

O tema envelhecimento foi sempre muito debatido e com ele os estereótipos que tanto castigam essa fatia populacional e acarretam sérios prejuízos de ordem social e económica. As sociedades capitalistas, valorizadoras da produção e do consumo, infelizmente insistem em acreditar que o progresso só pode ser alcançado através da jovialidade e que os mais envelhecidos pouco ou nada têm a contribuir. Por outro lado existem evidências de que estas pessoas ricas em conhecimentos/experiencias de vida têm ainda muito a acrescentar. Baseado nesse pensamento destaca-se algumas questões que se associam:

 

Idadismo.

 

Muitos estudiosos na área tem criticado o uso de uma idade padrão para determinar ou descrever pessoas “mais velhas”. Acreditam que o facto pode ser considerado um factor discriminatório e contraproducente pois entendem que a idade cronológica não é, por si só, marcador para as mudanças que acompanham o envelhecimento e que faz com que uma pessoa seja ou não mais velha. Além disso, afirmam que mitos relacionados ao envelhecimento geram estereótipos que interferem negativamente nas pessoas, principalmente nas idosas, por resultarem em idadismo, que é nada mais do que uma forma de discriminação baseada na idade do indivíduo. A CIPE (4) define discriminação pela idade como sendo “ (…) prática de fazer distinções no tratamento; mostrar parcialidade ou preconceito com base na idade”.

 

Toda essa discussão leva-nos a pensar que as pessoas não envelhecem todas ao mesmo tempo e da mesma forma. Segundo a Direcção Geral de Saúde (5) existe uma grande diferença em envelhecer no feminino ou no masculino, sozinho ou no seio da família, casado, solteiro ou divorciado, com filhos ou sem filhos, no meio urbano ou no meio rural, no seu país ou no estrangeiro, activo ou inactivo. Já FONSECA (6) coloca que as pessoas independentemente da idade biológica apresentam outras idades como a psicológica e a sociocultural e que influenciam directamente na forma de estar na vida. A idade biológica refere-se ao funcionamento do organismo com base na condição biológica dos seus tecidos comparados com um determinado padrão; a idade psicológica prende-se a capacidade e adaptação ao meio de acordo com as mudanças que ocorrem; e por último a sociocultural que está ligada ao conjunto específico de papéis sociais que uma pessoa adopta frente a outras, a sociedade e até mesmo à sua cultura.

 

Tempo de vida / Qualidade de vida.

 

É certo que os avanços científicos e tecnológicos contribuíram para uma vida mais longa. Porém, esses progressos não foram capazes de afastar por completo as doenças crónicas degenerativas nem garantiram que o prolongamento do tempo de vida seja gozado com a qualidade desejada. Facto gerador de muita frustração principalmente por parte dos mais interessados, os idosos. Cientes disso, muitos pesquisadores se lançaram de imediato em um novo desafio: o de aliar o aumento da expectativa média de vida, uma real elevação da sua qualidade. PESSINI (7) em seu trabalho coloca que a longevidade sempre fez parte das aspirações das pessoas, e acrescenta “a humanidade quer mais quando questiona e busca outras respostas que se constituem em profundos desafios relacionados à longevidade”.

 

Conceituar qualidade de vida não é uma tarefa fácil, pois cada indivíduo tem a impressão de que já sabe o que esta quer dizer, ou quando não, sente o que ela exprime. A OMS (1) coloca qualidade de vida como “ (…) a percepção que o indivíduo tem da sua posição na vida, dentro do contexto de sua cultura e do sistema de valores de onde vive e em relação a seus objectivos, expectativas, padrões e preocupações”. É um conceito muito amplo que incorpora de uma maneira complexa a saúde física, nível de dependência, as relações sociais, as crenças e a relação com as características proeminentes no ambiente.

 

Para alguns pesquisadores, um envelhecimento com uma perspectiva positiva requer que seja garantido ao indivíduo a oportunidade de participação em questões de ordem social, política, cultural, espiritual que o mesmo tenha o direito de usufruir. Com isso assegura e respeita-se os valores universais de liberdade e igualdade e garante o direito à cidadania. CABRITA (8) reforça esse pensamento quando refere que é importante que o idoso continue a desenvolver actividades e participe activamente fazendo a sua parte em prol da família, da comunidade e do seu país.

 

As pessoas envelhecidas têm os mesmos direitos e devem tomar suas decisões.

 

O direito das pessoas não se modifica a medida que estas envelhecem. Os indivíduos com idades avançadas têm o mesmo direito de viver a vida com qualidade como qualquer outra. A sociedade contemporânea, vista por muitos como de consumo, costuma privilegiar os indivíduos mais jovens criando sobre os cidadãos, principalmente nos idosos, situações constrangedoras e geradoras de fracturas profundas nas relações sociais. Além disso, alimenta um modelo de beleza dominado por estereótipos que valorizam o símbolo da juventude de forma exagerada, desprestigiando e desafiando constantemente a forma possível de estar na vida. STANHOPE & LANCASTER (9) diz que “ (…) o envelhecimento é um processo normal que não é bem compreendido e, ao longo dos anos, têm surgido mitos a ele associados. Alguns dos mitos comuns implicam a percepção de que todos os idosos são débeis, senis, surdos, que não conseguem adaptar-se à mudança”.

 

A pressão dos estereótipos acerca da velhice faz com que o idoso sinta-se fragilizado e angustiado, observando-se uma diminuição acentuada na sua auto-estima e repercussões na sua autonomia. Com a auto-estima abalada este, na maioria das vezes, não encontra outra saída a não ser o isolamento, o que o torna ainda mais dependente, necessitando da família para manter o equilíbrio. A família com a intenção de amparar, proteger e cuidar acaba impedindo, muitas vezes, que o idoso tome suas próprias decisões a respeito de sua própria vida, afectando assim a sua liberdade.

 

Envelhecer não significa obrigatoriamente uma redução na capacidade de tomar decisões. Muito pelo contrário. GOLDIM (10) afirma que a autonomia do idoso deve ser preservada, suas convicções respeitadas e que é importante avaliar o grau de capacidade que a pessoa idosa tem para tomar suas decisões. A capacidade de decisão da pessoa se baseia em diversas habilidades, tais como: “envolver-se com o assunto, compreender ou avaliar as alternativas e fazer a comunicação da sua preferência”.

 

No passado os idosos ocupavam lugares de destaque e tinham um papel de prestígio devido a experiência acumulada durante os anos. Eram reconhecidos no seio familiar como elementos importantes, onde a sua opinião e a sua decisão era, na maioria das vezes, aceita e respeitada por todos. Hoje essa posição foi deixada um pouco para trás. Não é raro observar que muitos idosos são levados para lares, casas de repouso e outras instituições do tipo e acabam sendo “esquecidos”. Outros são deixados sozinhos em suas moradas onde recebem ocasionalmente uma visita ou outra de algum familiar ou amigo. Não se sabe ao certo o que é pior. Muitos familiares com o intuito de ajudar acabam cometendo alguns erros do tipo: modificam a arrumação do mobiliário, descaracterizando o ambiente que o idoso criou para si; inutiliza certos objectos com a justificativa de não serem mais úteis; controla seus gastos, fazendo com que o idoso perda o direito de gastar livremente o seu próprio dinheiro; entre outros. Tudo isso faz-nos pensar que o indivíduo possa vir a perder o prazer pelas coisas que, na grande parte das vezes, custaram muito à conquistar e gerar mais dependência e vulnerabilidade quando este se torna incapaz de modificar tal situação.

 

Factores que interferem na sexualidade

 

O processo de envelhecimento acompanha algumas mudanças fisiológicas, psicológicas e trás modificações nos papeis sociais independente da heterogeneidade do envelhecimento individual. Porém, todas essas mudanças não necessariamente afectam a vida sexual das pessoas, pois a maioria continua sendo capaz de usufruir experiências sexuais bastantes gratificantes. Todavia, observa-se que alguns factores acabam interferindo no interesse pela sexualidade:

 * Doença - Interfere na expressão física da sexualidade. Doenças como diabetes e outras afecções que atingem o sistema vascular ou nervoso, o aparelho geniturinário ou o próprio efeito colateral de certos medicamentos afectam o desempenho sexual e reduzem o interesse pela sexualidade.

* Preconceitos socioculturais - A ideologia cultural marcada pelos estereótipos, principalmente nos países ocidentais, influenciam negativamente o processo de envelhecimento, fazendo com que o idoso se torne refém destes. Por se sentir pressionado pelas exigências adaptativas ele acaba por acreditar, de forma errada, na progressiva e generalizada incompetência assim como na impotência sexual.

* Auto-estima - A sociedade contemporânea tende a valorizar a juventude e desprezar de maneira cruel os idosos em termos de sua aptidão e atracção sexual. Muitos idosos, principalmente as mulheres, acabam por abandonar a ideia por acharem que perderam a sua feminilidade ou a capacidade de atrair e agradar. Algumas se voltam para as técnicas de rejuvenescimento na tentativa de se tornarem atraentes ou de negarem o próprio envelhecimento. Segundo MESSINA (11) essa atitude ilusória de se buscar uma juventude eterna gera o surgimento de uma nova configuração corporal, “ (…) que altera a imagem do sujeito velho, sua semelhança familiar, suas características herdadas, suas marcas vitais, numa busca por substituir um traço individual por um outro idealizado diferente do seu”.

* Conhecimento - A falta de conhecimento a respeito da sexualidade é outro problema. Os preconceitos e os estigmas a cerca do assunto fazem com que os idosos não procurem de forma aberta e honesta informações e orientações. Rodeados de tabus a cerca do assunto acabam deixando de lado a ideia desviando sua atenção para outras áreas. Vilaça Ramos diz que “ (…) a ignorância assenta em ideias feitas e até em constrangimentos psicológicos que fazem dele uma espécie de tabu” (12).

 

Sempre há tempo para envelhecer

 

Envelhecer não é algo que só acontece aos outros e sim uma experiência impar e altamente pessoal que afecta a todos os que vivem por tempo suficiente. Quando falamos do envelhecimento, nos referimos a um processo natural e universal que se inicia com o nascer biológico e a partir daí todos nos tornarmos envelhecidos. O curso natural da existência humana não se limita a uma sequência de factos e acontecimentos, nem tão pouco a uma juventude passada. Envelhecer é ter a oportunidade de se puxar pela memória e viajar através das lembranças, boas ou ruins, e reviver momentos significativos que se passaram no percurso da vida. Além de poder realizar tal façanha, por ter adquirido bagagem suficiente, mantém a responsabilidade de continuar a sua história de vida que se cruza normalmente com a de outras pessoas, independentemente da idade que estas apresentem. Logo o processo de envelhecimento não é algo estático nem tão pouco igualitário mais sim dinâmico, particular, intransferível com realidades próprias e diferenciadas.

 

O enfermeiro frente ao idoso

 

A capacidade da pessoa em se adaptar bem ao processo de envelhecimento requer estratégicas positivas para ultrapassar os obstáculos. Dos factores que podem vir a influenciar este processo destacam-se: o ambiente, a educação, os determinantes socioculturais, as condições de saúde a ideia individual de bem-estar. MORIN (13) coloca que não é preciso ressaltar a estrutura complexa do conhecimento sobre o envelhecimento, e diz “ (…) a questão envolve aspectos biopsicosociais da humanidade e de cada um. A sociedade autoriza vários saberes e diferentes disciplinas para tratar do assunto. Há um emaranhado de discursos sobre o assunto. Eles são, ao mesmo tempo, interdependentes – influenciam uns aos outros e independentes – influenciados por uma série de factores que fogem do controle humano”.

 

O enfermeiro deve incorporar novos conhecimentos para fazer frente aos desafios que o mundo contemporâneo exige. Para isso deve estar motivado e preparado, pois os novos horizontes da enfermagem exigem do profissional responsabilidade e compromisso com essa ciência em desenvolvimento. A busca por um envelhecimento saudável, além de ser um desafio, necessita ser encarado como uma oportunidade visto que a própria disciplina engloba o estudo da resposta humana aos processos de vida. Compreender do idoso como um ser único, envolvido em um contexto próprio, com sua percepção do mundo face as competências adquiridas durante os anos, são alguns pontos que devem ser considerados. Este profissional deve observar e respeitar as capacidades e potencialidades, reforçar aspectos positivos, estimular o auto-cuidado e a auto-estima, tendo em atenção aos factores de risco que normalmente estão sujeitos, identificando precocemente alterações patológicas de forma a intervir para a sua eliminação ou minimização. COLLIÉRE (14) sublinha que mudanças relativas ao envelhecimento requerem cuidados de estimulação e de manutenção das capacidades que a pessoa ainda possui, de modo a prevenir maiores limitações funcionais.

 

A família é considerada uma unidade onde sentimentos como amor, amizade, acolhimento e apoio são característicos. Isso faz com que a família seja vista como a primeira linha de suporte na prestação de cuidados, e que por isso, deve ser incluída em qualquer plano de acção. O enfermeiro tem procurado ir ao encontro das necessidades de saúde utilizando pilares sólidos e fundamentais da disciplina. A promoção de um envelhecimento activo, a adequação dos cuidados às necessidades específicas, a preocupação com a promoção e o desenvolvimento de ambientes estimuladores da autonomia e independência são questões normalmente abrangidas em seu plano de intervenção.

 

É comum observar, quando se fala de idosos, a tendência de abordar somente os aspectos negativos, esquecendo-se, na maioria das vezes, os positivos. O idoso tem que ser visto como um sinal de desenvolvimento e prosperidade, um motivo de orgulho para todos. Devemos aproveitar a experiência destas pessoas para encontrar saídas para os inúmeros problemas que a nossa sociedade se confronta. O idoso deve ser considerado um potencial agente de desenvolvimento social e económico, não só pelos anos que já viveu, mais pelo que ainda pode contribuir para transformar o nosso mundo em algo melhor e mais justo.

 

Para finalizar, envelhecimento é uma realidade neste início de século e tem que ser encarado como um avanço, uma oportunidade no campo social, cultural, económico e político. É um momento singular, pois é rico de experiências individuais que devem ser partilhadas com vistas ao desenvolvimento humano. É importante e necessário que os idosos não sejam mais vistos como um grupo carente e sem interesse social. Chegar aos sessenta e cinco ou oitenta e cinco anos, não significa que a pessoa esteja ultrapassada, que não tenha mais interesse por nada, que tenha que levar uma vida solitária, esquecida e afastada do vínculo social. Muito pelo contrário. A cidadania é adquirida no convívio entre as pessoas e por isso deve ser cultivada e desenvolvida. Logo a exclusão das pessoas mais envelhecidas tem que ser combatida. Ao idoso deve ser garantido as mesmas oportunidades das outras pessoas no que diz respeito aos direitos sociais, espaços de participação política e inserção social. Sendo o idoso parte da família os seus direitos básicos não devem ser diferenciados em relação aos outros membros, pois isso seria uma forma de discriminação produtora de isolamento. O enfermeiro além de repudiar qualquer tipo de acto discriminatório, deve se adequar a essa nova realidade e se preparar para responder as necessidades que essa fatia crescente de nossa sociedade irá exigir. Tem a responsabilidade de aprofundar conhecimentos que favoreça e estimule a auto-estima, o auto-cuidado, a auto-confiança e que garanta a manutenção da saúde e o melhor bem-estar possível, mesmo porque, as pessoas não ambicionam somente viver mais tempo; elas querem respostas para os desafios relacionados a longevidade.

 

 

 

Bibliografia

1 – Organização Mundial da Saúde - Declaração elaborada pelo Grupo de Trabalho da Qualidade de Vida: Organização Mundial de Saúde (2005) Disponível: www.ops.org.br/publicacl

2 - Organização Mundial de Saúde - Envelhecimento Activo: Uma Política de Saúde. 1ª Edição traduzida 2005. Disponível: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/envelhecimento_ativo.pdf

3 - Instituto Nacional de Estatística – Projecções de População Residente - Portugal - 2008 – 2060. Disponível: http://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes&PUBLICACOESpub_boui=65944632&PUBLICACOEStema=00&PUBLICACOESmodo=2

4 - CIPE – Classificação Internacional para a Prática de Enfermagem Versão1.0, (2005) ISBN: 92-95040-36-8 (Traduzido pela Ordem dos Enfermeiros/2007).

5 - Direcção Geral de Saúde - Os mais velhos: relatório de actividades. Ministério da Saúde (1998) Disponível: http://www.dgs.pt/

6 - FONSECA, A. M.- O envelhecimento. Uma abordagem psicológica. Campos do Saber. Lisboa: Universidade Católica Editora (2004)

7 - PESSINI, LEO; et.al. – Os desafios da longevidade. Ano 2005. Disponível:    

Https://www.scamilo.edu.br/index.php?pag=publi_editorial&ID=32&rev=s&ano

8 - CABRITA, M.J.S.N - O envelhecimento e os cuidados continuados. In Servir. - ISSN 0871-2370. - Vol. 52, nº 1 (Jan/Fev.2004), p. 11-18.

9 - STANHOPE, M. & LANCASTER, J - Enfermagem Comunitária: Promoção de Saúde de Grupos, Famílias e Indivíduos. Lusociência, Lisboa, 1999. ISBN 972-8383

10 - GOLDIM, J.R - Bioética, Relações Familiares e Envelhecimento. Ano 2004, Disponível: URL: http: // www.ufrgs.br/bioetica/velho.htm.

11 - MESSINA, M. - Dimensões do envelhecer na contemporaneidade. Segundo Encontro Mundial – Rio de Janeiro, 2003. Disponível:

http://www.estadosgerais.org/mundial_rj/download/5b_Messina_26250803_port.pdf

12 - Cadernos de Bioética: Edição do Centro de Estudos de Bioética. Perspectivas da Bioética Humanização, Genética. Ano XI, nº 23, Agosto 2000

13 – MORIN, E. – Introdução ao Pensamento Complexo. Sulina 3ª ed. Porto Alegre. 2007 ISBN 9727713831

14 - COLLIÉRE, M.F. – Promover a Vida. Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, Lisboa 1989.

15 - COLLIÉRE, M – Promover a Vida. Da prática das mulheres de virtude aos cuidados de enfermagem. Tradução do Francês Maria Abecasis. 5ª edição. Lisboa: Lidel, 1999. ISB N 272 96-0009-4.

16 - La 58ª Asamblea Mundial de la Salud - Promoción de un envejecimiento activo y saludable., mayo de 2005. Disponível: http://www.who.int/gb/ebwha/pdf_files/WHA58/WHA58_16-sp.pdf

17 - Ordem dos Enfermeiros – Envelhecimento Activo e Educação para a Saúde: uma prioridade. ISSN 1646-2629. 2005. Disponível: www.ordemenfermeiros.pt/index.print.php?page=72&view=news:Print&id=153

18 - Cadernos de Bioética: Revista Portuguesa de Bioética. Famílias disfuncionais e a lei de protecção de crianças e jovens. Ano XVII, nº 40, Abril 2006

19 - Cadernos de Bioética: Edição do Centro de Estudos de Bioética. Cérebro e Liberdade - Comentários e Notícias. Ed. Coimbra, nº20, Setembro 1999

20 - Cadernos de Bioética: Edição do Centro de Estudos de Bioética. Identidade, Sexualidade, Clonagem. Ano XI, nº 22, Abril 2000.

 


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